A implantação de projetos e operação de um empreendimento fora de cidades, principalmente em regiões distantes de grandes centros, impacta o mercado de trabalho das áreas de influência direta e indireta.
De forma geral os impactos acontecem em função dos elementos da cultura local, das vocações econômicas, do volume de pessoas envolvidas, da oferta de mão de obra qualificada na região e da necessidade de educação e capacitação.
As variáveis encontradas pelo empreendedor ditarão o planejamento e a implantação das ações de educação e capacitação.
Saiba mais a seguir!
Os impactos da implantação de projetos no mercado de trabalho regional
A implantação de projetos industriais em áreas distantes de grandes centros urbanos impacta de maneira diferenciada as comunidades das áreas de influência direta e indireta do empreendimento.
Atuam sobre o impacto, entre outros fatores, os elementos da cultura local e as vocações econômicas da região.
A expansão ou implantação e a operação de um empreendimento demanda dezenas ou centenas de profissionais entre especializados ou não. Um quantitativo maior para a implantação do projeto, mas por um prazo definido. Um quantitativo menor para a operação do empreendimento, seja como empregado próprio, seja em serviços terceirizados e de apoio.
A movimentação econômica decorrente, gera outras inúmeras oportunidades de emprego e de novas alternativas profissionais e de renda não diretamente ligadas ao empreendimento. São afetados o setor de serviços, o rural, o público, o industrial.
A educação e qualificação necessárias à implantação e operação do empreendimento somadas às novas oportunidades, levam ao desenvolvimento do mercado de trabalho regional. Tanto para a mão de obra economicamente ativa da região como pela migração de outros profissionais.
As variáveis com as quais lida o empreendedor
De modo geral antes da implantação de um projeto, o mercado de trabalho nestas regiões apresenta, entre outras, algumas das características abaixo:
- baixa cultura de trabalho formal, sendo normalmente o principal empregador formal a municipalidade;
- baixa escolaridade da população economicamente ativa;
- atividades econômicas mais tradicionais, muito diferentes do setor industrial;
- parcela da população em situação de pobreza;
- baixa densidade populacional;
- infraestrutura (transporte, educação, saúde, segurança pública) de forma geral precária;
- centro urbano polo (cidades maiores e com alguma infraestrutura) se situa normalmente a dezenas se não a centenas de quilômetros de distância;
- oferta de ensino profissionalizante e técnico somente nestes centros polo.
Adicionalmente a estas questões, o empreendedor, precisa levar em conta:
- os compromissos de Responsabilidade Social, de Desenvolvimento Sustentável da própria empresa;
- as mais diversas expectativas, demandas, ações e reações das comunidades, estas representadas por indivíduos, lideranças, políticos e organizações sociais, e;
- as inúmeras condicionantes estabelecidas pelo Órgão Licenciador do empreendimento.
As informações acima, entre outras, são levantadas na região e fruto do desenvolvimento do projeto, constituindo um diagnóstico, base para a fase seguinte. São as peças de um quebra-cabeças a ser montado.
Um bom planejamento é a base
Tendo por referência as variáveis encontradas pelo empreendedor, devem ser elaborados:
- planejamento de ações preliminares de educação formal (ou não) e capacitação na comunidade de influência direta. Estas ações devem buscar resgate de cidadania, melhoria da educação básica e geração de novas oportunidades de emprego e renda;
- planejamento de ações de captação de mão de obra em número, escolaridade e qualificação adequados à implantação do projeto e operação do empreendimento. Essencial que este planejamento esteja em conformidade com o cronograma e o orçamento de implantação;
- programa de educação e capacitação profissional para a implantação e operação do empreendimento. Prever e planejar, entre outros, levantamento de necessidades, informações sobre potenciais parceiros, convênios, infraestrutura, cronograma;
- planejamento de ações de educação e capacitação profissional para as comunidades. Planejar a capacitação para demais oportunidades profissionais que serão geradas nos setores industrial, rural e de serviços. Estas oportunidades serão geradas em serviços terceirizados e de apoio ao empreendimento bem como em toda a economia local a partir do efeito multiplicador do projeto. Deve-se sempre atentar para as vocações locais e regionais. Onde necessário pode-se planejar ações de educação formal visando a melhoria da escolaridade no médio prazo;
- ações de integração dos planejamentos acima com outros programas de controle ambiental, entre os quais o de fomento ao desenvolvimento local.
A gestão dos programas
A elaboração e o gerenciamento dos programas deve seguir de forma contínua as fases do Ciclo PDCA (planejar – executar – verificar – atuar corretivamente). Para quem ainda não conhece, esta ferramenta interativa de gestão é amplamente tratada na web e uma boa abordagem pode ser vista no link
A partir dos planejamentos realizados, a execução das ações deve ser acompanhada. Quando surgirem problemas ou necessidade de mudanças, ações corretivas necessitam ser pensadas e implantadas. E novamente verificadas, mantendo o ciclo em permanente dinamismo e melhoria contínua…
Cuidando sempre para o cumprimento do cronograma e do orçamento de implantação do projeto.
E então?
Como se vê, a educação e capacitação de mão de obra para implantação de projetos em áreas fora dos grandes centros urbanos apresenta especificidades que necessitam ser tratadas de acordo com as variáveis envolvidas.
Com um bom diagnóstico, um planejamento adequado e bastante trabalho, o sucesso é decorrência natural. Se quiser entender melhor ou trocar experiências, faça contato. Estamos ao dispor.
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Carlos Wilkes e Antonio Duarte são consultores na área de Recursos Humanos
Conteúdo objetivo. Abraços Ilton